Vai ser um ano de recordes?
Para este ano, aumentamos a participação e fizemos um recorde na promoção do evento, pelo facto de perspectivamos fazer um recorde no número de realização de negócios.
E quanto aos empregos temporários?
Já criamos cerca de 200 empregos temporários. Empregos de forma directa enquanto organização. Damos oportunidades aos jovens que queiram participar do evento onde estão as maiores empresas nacionais, prevendo que com as suas habilidades alcancem os seus objectivos,
Devo referir que existe uma grande procura por parte dos expositores.
De notar que, para a exposição da feira, há uma preparação de 30 dias. O acto tem a efectividade de cinco dias, mais a montagem e desmontagem dos stands. Por esta razão, os empregos temporários não faltam. Aos funcionários pagamos cinco mil kwanzas por dia, com direito a três refeições.
Osvaldo Cruz Economista
FILDA – Motor de Negócio em Angola
Em tempos de incerteza económica, a realização da Feira Internacional de Luanda – FILDA vem amenizar e trazer algum alívio e esperança às empresas, uma vez que este espaço dá a possibilidade de interacção directa entre os agentes económicos, sendo que, actualmente, a FILDA é considerada a maior bolsa de negócios de Angola, sendo de igual modo considerada como uma importante fonte de rendimento e geração de emprego para a economia.
A feira é um espaço de intermediação, é um lugar onde os empresários dos mais diversos sectores e dimensão da economia nacional e internacional mostram os seus produtos e procuram o reforço de parcerias bem como a promoção e exposição dos seus negócios. É uma importante montra de apresentação da empresa para parceiros nacionais e internacionais.
Para tal, e face ao actual cenário económico que o país atravessa é fundamental a dinamização e participação de outros sectores da economia. Pelos números actuais são os sectores da Banca e dos Petróleos que normalmente apresentam maior representatividade neste tipo de eventos.
Ao nosso entender e numa altura em que foram apresentadas novas medidas de alívio económico e incentivo ao aumento do potencial produtivo da economia nacional por via da maior participação do sector Empresarial, as empresas do sector da Indústria, Agricultura, Pescas, Comércio entre outras devem de forma esponencial cultivar dinâmicas de apresentação dos seus produtos para assim captarem novos clientes de mercados nacionais e internacionais, uma vez que, farão parte desta feira expositores de Portugal como é tradicional, Brasil, Estados Unidos da América e outros. Neste quesito, consideramos que estão criadas as condições de realização de negócio capaz de impulsionar o crescimento económico.
Luís Chimina Economista
Conhecer novas modas em diferentes áreas da indústria
Todo o mundo quer uma Angola aberta, exportadora, ousada, justa e confiável. Não será fácil, é certo. Temos de continuar a lutar contra a resignação e o populismo.
Temos de assumir as nossas responsabilidades. A nossa primeira responsabilidade é para com aqueles que se encontram no desemprego.
É certo que a criatividade, a inovação, o empreendedorismo e a eficiência económica dependerão muito da atitude dos nossos jovens, da sua qualificação e preparação para a vida e para o trabalho. Mas, é nossa obrigação dinamizar, estimular e incentivar esta geração de jovens. Representam o nosso maior activo.
Actividades como a FILDA deste ano precisam-se. Com mais de mil expositores, provenientes de mais de 100 países. Este tipo de eventos são dos mais importantes para os empresários estabelecerem redes de contactos, e são também os locais exactos para se poder mexer ou demonstrar novos produtos.
Uma das razões para que as feiras de negócios sejam tão populares mundialmente e sejam um dos principais pontos geradores de negócios advém do facto de ali se poder conhecer novas modas em diferentes áreas da indústria.
Mas atenção. Os investimentos externos precisam de um bom ambiente de negócios. Os empreendedores que transformam a economia, sejam domésticos ou externos, precisam de acesso ao capital e a bens para que a economia cresça e para que a actividade se diversifique, mudando o paradigma da dependência do petróleo.
A diversificação da economia angolana além do petróleo, o reforço da produção nacional com imposição de limitações às importações e a reforma tributária em curso são medidas apontadas pelo Executivo para aumentar as receitas não petrolíferas, que venham mais de 38 fildas.
Paulo Santos Economista
Oportunidade de socialização do certame
A Feira Internacional de Luanda (FILDA) de hoje resulta das várias transformações de conteúdo, objectivos e espaço cénico desde a sua fundação na era colonial, adaptando-se à evolução tecnológica que o mundo assiste e em linha com as políticas gizadas pelo executivo angolano.
1. O facto de ser o maior espaço de promoção de negócios em Angola, constitui um dos aspectos mais forte da FILDA, durante a qual o público e os negociantes podem contactar directamente as empresas expositoras, apresentar os seus produtos, propor negócios e negociar preços para o fornecimento de bens ou serviços, com entrega imediata dos produtos expostos no local.
2. Este evento económico atrai várias pessoas nacionais e estrangeiras, que criam oportunidades de negócios e empregos, o que vem substanciar os propósitos do executivo em aumentar a oferta de diversos bens e serviços dentro do país a preços competitivos, criando empregos eventuais ou duradouros.
3. A FILDA seria mais enriquecida se incluísse um pouco mais do segmento das artes lúdicas e entretenimento. A presença de espaços para dança, salas de cinema e teatro, livrarias e espaços de leitura, atrairia incluindo crianças que obteriam dali iniciações de economia e negócios, que muito se procura incutir nas pessoas como garantia de sucesso de projectos futuros.
4. Outrossim, a FILDA precisa encontrar um espaço de exposição que permita maior acesso ao público não filiado às empresas participantes. Se é certo que se trata de um espaço para promoção de oportunidades de negócios, muitos dos interessados são pessoas com parcos recursos a procura de produtos e oportunidade de negócios, que poderiam inclusive ter ingressos abertos, sob risco de tornar-se num evento pouco social.
José Severino Presidente da AIA
Porta para a África - Janela para o Mundo”
FILDA – Feira Internacional de Luanda, iniciada pela AIA (Associação Industrial de Angola) há já 50 anos. Saudamos o MEP- Ministério da Economia e Planeamento e a "Arena Eventos” pela 38ª edição.
Há uma boa organização em comunicação, geometria de distribuição, apoio ao expositor, protocolo, segurança, restauração, cor, higiene e qualidade de stands, marcas notáveis. E ainda mais desafios em telecomunicações, "multicaixas”, bilheteria, avisos públicos, entre outros.
Se bem apoiada, a FILDA pode caminhar para "a chapa 2000 expositores” e ser a segunda Feira Internacional de África.
Esperamos que está edição seja o um instrumento de transformação, cooperação e porta de entrada para quem deseja, além de fazer negócios, parcerias profissionais, intercâmbio estudantil e networking. O evento reúne empresas, investidores e profissionais de vários sectores para discutir empreendedorismo, tecnologia e economia.
Angola tem potencial para se beneficiar dessa oportunidade, proporcionando aos participantes a chance de ampliar seus negócios, alavancar suas capacidades produtivas e ainda promover inovações e parcerias de longo prazo.
Uma das principais vantagens é a oportunidade de mostrar ao mundo o que este país tem a oferecer em termos de produtos e serviços.
Entretanto, na defesa do "interesse nacional” e como criadora e promotora da internacionalização, a AIA solidária de sempre, continua a sugerir a reposição do slogan "FILDA -Porta para a África- Janela para o Mundo”.