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sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Sonils estima investir perto de 200 milhões de dólares na Namíbia

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 Empresa angolana quer estender os serviços para a vizinha Namíbia, reativando o acordo assinado em Outubro de 2022 entre a Sonangol, a National Petroleum Corporation of Namibian (NAMCOR) e a Namibian Ports Authority (NAMPORT).



A Sonangol Serviços Logísticos Integrados (Sonils) estima investir cerca de 200 milhões de dólares na construção de uma nova base logística na Namíbia, a primeira fora de Angola. A empresa, que tem a Sonangol como maior acionista, garante estar focada na internacionalização dos seus serviços.

Sem data exata para iniciar a implementação da infra-estrutura, os custos do investimento também ainda “não estão devidamente definidos”, estando “em fase de avaliação”, segundo Joaquim Chipuco, diretor comercial da empresa que dá conta de que o objetivo é levar serviços integrados para o setor petrolífero. “Mas também queremos levar um serviço diferenciado porque estamos a levar uma base daquilo que são as nossas melhores práticas, portanto não gostamos de passar pelas mesmas curvas de aprendizagem que passamos cá”, explica.

sábado, 29 de julho de 2023

Angola solicita mais investimento chinês

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 As trocas comerciais com a China ascenderam de uma média anual de 150 milhões de dólares, em 2002, para 27,34 mil milhões, no ano passado, declarou, sexta-feira, em Luanda, o embaixador em Angola, Gong Tao, num fórum bilateral de negócios em que o ministro de Estado para a Coordenação Económica solicitou mais investimento, mais capital, do país asiático.




José de Lima Massano considerou, no Fórum de Negócios Angola-China (FONAC) , realizado para assinalar os 40 anos de cooperação bilateral,  "mais investimentos” para a produção de alimentos, para o sector da habitação, indústria transformadora e comércio para potenciar a economia angolana.

"Contamos assim com mais investimentos para a produção de alimentos, para disponibilização da habitação, para a indústria transformadora, para o comércio e desenvolvimento das cadeias logísticas de apoio ao desenvolvimento, na exploração mineira e na capacitação e formação profissional”, afirmou José de Lima Massano.


O ministro declarou a viabilidade do mercado angolano para acolher investimentos, realçando que o Governo mantém em curso reformas que tendem a melhorar o ambiente de negócios para o estabelecimento de um quadro macroeconómico capaz de elevar a estabilidade, um ordenamento jurídico que confira segurança aos negócios e regras de mercado que privilegiem a concorrência, competitividade e a inovação.

Lembrou que, no quadro das reformas, o Governo anunciou, recentemente, um conjunto de medidas de estímulo e potenciação da Economia angolana que incentivam a produção de bens "Feito em Angola”, inseridos em projectos de investimento público.


"Acreditamos que o investimento, a tecnologia e o conhecimento de empresas aqui representadas ganham novo mercado de actuação e oportunidades de reforço de parcerias”, salientou, augurando mais investimentos dos empresários chineses.


O embaixador do China considerou que o valor do comércio atingido em 2022 testemunha o rápido desenvolvimento das relações entre os dois países, notando que, nos últimos anos, o café, cerveja, granito e outras especialidades de Angola têm surgido de forma crescente no mercado da China, tendo apontado que o mesmo acontece com os produtos chineses que circulam no mercado angolano, como viaturas e telemóveis.


"A cooperação de investimento China-Angola ajuda a diversificação económica de Angola. O número de empresas chinesas em Angola ultrapassou 400 e o stock de investimento ultrapassou 24 biliões de dólares, abrangendo vários sectores. Na área da agricultura, as empresas investiram e operaram várias fazendas, experimentaram com sucesso o plantio de sorgo vitivinícola que permitiu alcançar uma colheita abundante de arroz híbrido de alto rendimento”, disse.


Na indústria, segundo o embaixador, a China fabrica motocicletas, aparelhos de refrigeração e produtos químicos domésticos que são populares entre os consumidores angolanos. "Angola também estabeleceu a primeira fábrica de placas de gesso e a primeira fábrica de telhas e cerâmica para preencher a lacuna na indústria e promover a exportação diversificação”, referiu.


O Fórum de Negócios Angola-China contou com a participação de mais de 70 empresas chinesas que actuam em vários sectores da actividade económica, com destaque para construção civil, infra-estruturas rodoviárias, engenharia, materiais de construção, indústria, tecnologia de informação e telecomunicações.




Setecentas participações superam as expectativas

Um total de 700 pessoas, entre representantes governamentais, empresários chineses, angolanos e de outras nacionalidades acompanharam, na manhã de ontem, a realização do  Fórum de Negócios Angola-China (FONAC), para o reforço das parcerias económicas entre os dois países.

O encontro, segundo o presidente da Câmara de Comércio Angola-China, Luís Cupenala, superou as expectativas da organização, que aguardava em torno de 500 pessoas.

Durante o evento, que comemora os 40 anos de relações diplomáticas e 13 cooperação económica e comercial, entre os dois países, foram abordados temas de interesse comum, como as oportunidades de investimento que cada um dos países tem para oferecer.

No seu discurso, Luís Cupenala ressaltou o importância da parceria com a China nestes 13 anos de cooperação estratégica com Angola que se tornou no segundo maior parceiro comercial da China em África, depois da África do Sul.

Foram ainda ressaltados exemplos como a construção da Cidade do Kilamba e financiamentos para  a construção e reconstrução de infra-estruturas básicas no país, as quais "permitiram a reanimação da economia, com a retoma da normalidade da circulação de pessoas e bens".

A Câmara de Comércio congrega 112 empresas, com um número significativo da sociedades de direito angolano e capital chinês, empresas angolanas com capital angolano e de outras geografias, onde o sector empresarial, representando maioritariamente, os sectores de Construção e Agricultura.

Perspectiva-se para 2024, a inauguração de outros investimentos chineses, com previsão "absorver mais de 100 mil postos de trabalho para jovens angolanos".

Assinaturas de acordos 

O Governo angolano assinou três memorandos de entendimento considerados cruciais para dar continuidade aos anseios do país de dinamizar e estimular a produção nacional para potencialização da economia.

Foram assinados um memorando de entendimento sobre a cooperação entre a Carrinho Empreendimentos e a CITIC Construction e outro com a Câmara de Comércio Angola-China para a promoção da Zona  Franca de Desenvolvimento Integrado da Barra do Dande.

Entre os acordos com Câmara de Comércio Angola-China também está uma parceria para a promoção Zona Económica Especial Luanda Bengo (ZEE).


Em entrevista, o presidente do Conselho de Administração da ZEE, Manuel Pedro, reconheceu que o investimento Chinês na ZEE  é considerável "mas, na verdade", o país precisa de mais.

O entendimento abre oportunidades de negócios para todos os sectores, desde a Indústria, ao Comércio, Logística, AgriCultura e Educação.


Actualmente, já existem, na ZEE, 14 empresas chinesas a operar e mais 12  acabam de assinar os contratos.

sábado, 22 de julho de 2023

Banco BIC pode perder licença na Namíbia por causa de Isabel dos Santos

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 O presidente executivo do BIC revelou que as autoridades da Namíbia consideram que um dos accionistas do banco é inadequado.




O banco BIC corre o risco de ver a sua licença revogada na Namíbia, porque as autoridades daquele país consideram que um dos seus acionistas é inadequado, disse nesta sexta-feira à Lusa o presidente executivo da instituição angolana.


“Quando começa a haver problemas políticos e quando andam em cima de alguém, digamos que todas as portas se fecham e é o momento em que estamos. A nível da Namíbia, por exemplo, estamos a ter uma grande pressão, estamos a ser quase ameaçados de nos tirarem a licença por causa do nosso acionista. Temos de tirar o acionista da nossa estrutura, mas isso não depende de nós, depende do acionista”, disse à Lusa Hugo Teles, à margem do XIII Fórum Banca, sem citar nomes.


A empresária angolana e filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos Isabel dos Santos, cujas participações sociais estão presas pela justiça angolana, é accionista de referência do BIC, através da Sociedade de Participações Financeiras (25%) e da Finisantoro Holding Limited (17,5%).


“Na Namíbia consideramos o nosso acionista não adequado e idôneo [“não adequado e idóneo”] e acho que não pode ter nenhuma participação direta ou indireta na Namíbia”, disse o responsável do BIC. “Estamos a tentar arranjar uma solução, está em curso uma tentativa de resolução”, adiantou o gestor, escusando-se a divulgar quais os cenários que estão a ser equacionados.



O BIC tem seis balcões na Namíbia e, segundo Hugo Teles, a operação estava em franco desenvolvimento, sobretudo na zona fronteiriça, de onde é oriunda 80% da população namibiana. “É lá que está uma boa parte do negócio e é junto à fronteira com Angola. E uma zona onde os bancos anglófonos não gostam de se posicionar, mas é onde nos sentimos bem e sabemos trabalhar. Nós achamos que poderíamos brilhar na Namíbia”, declarou.

Hugo Teles disse que desde a altura em que foram presas as ações, o banco não tem qualquer informação sobre o processo judicial, mas admite que é uma situação causadora de transtornos. “Não é nada que nos diga respeito, a nosso acionista é que terá de resolver essa situação. Não escondo que nos causa alguns transtornos, nomeadamente na relação com os [bancos] correspondentes [bancos que prestam serviços a outros bancos], causa MUITOS transtornos”, destacou. “Essencialmente, não participamos em abrir mais contas com correspondentes, continuamos inibidos de trabalhar em dólares”, iniciou o presidente executivo do BIC.


Hugo Teles, que foi um dos oradores de uma mesa redonda sobre o impacto das privatizações e da entrada em bolsa dos bancos comerciais, no XIII Fórum Banca, considerou que esta não é uma prioridade imediata para o BIC. “Nós estamos capitalizados, estamos focados em dar crédito a particulares e as empresas e não temos necessidade de ir buscar financiamento”, justificou.


Reconheceu, no entanto, que podem ser “empurrados” para a bolsa por alguns dos accionistas, já que “um dos accionistas tem o capital preso”, mas a estratégia passa por “continuar a usar o capital para dar crédito”.


Questionado sobre a desvalorização do kwanza, confirmou o impacto no banco, sobretudo porque “há muitas empresas que estão a passar algumas dificuldades”, e considerou que tudo teria sido mais fácil, nomeadamente para os clientes, se tivesse tido um alerta. “Nós já sabíamos que isso iria acontecer, mas não sabíamos quando”, disse Hugo Teles, frisando que os bancos poderiam ter sido previamente consultados e poderiam ajudar a economia “a sofrer menos com estes abanões”.


Além do BIC angolano, Isabel dos Santos é também acionista do português EuroBic, com 47,5%, sendo Fernando Teles o outro accionista maioritário. Esta entidade financeira, envolvida no escândalo que ficou conhecido como Luanda Leaks, terá sido usada para alegados desvios de dinheiro pertencentes à petrolífera estatal angolana, Sonangol.

sexta-feira, 21 de julho de 2023

Estados Unidos pode cortar acesso ao dólar a Angola

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 Angola está numa corrida contra o tempo para evitar regressar à "lista cinzenta" e perder o acesso a divisas. O País tem até Junho do próximo ano para mostrar que está a seguir as recomendações do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI).




Diligência controlada do cliente ('customer due diligence'), crimes associados ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, registo de informações e comunicação de operações suspeitas e relacionadas com o financiamento de terrorismo, uso indevido de organização não lucrativas e experiências de armas de destruição em massa, estão entre as prioridades no plano de acção de Angola.

Ludmila Dange, administradora executiva da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), órgão de regulação que hoje apresentou em Luanda as linhas gerais do relatório preliminar de avaliação do GAFI, concluído no mês passado de Junho, e o plano de ação de Angola para implementar as recomendações dos avaliadores, afirmou, que "um dos grandes riscos, que acaba por ter impacto na economia toda, é a falta de acesso a divisas".

"Somos uma economia extremamente importadora, de modo que cortar o acesso a divisas cria constrangimentos até ao nível do que comomos", explicou.


Também o acesso a bancos correspondentes, que impedem determinadas transações financeiras, prejudicando também a confiança do país, está em causa.


No que diz respeito ao financiamento ao terrorismo, uma das áreas em que foram identificadas mais clientes em Angola, há também recomendações prioritárias, disse Ludmila Dange, sublinhando que um dos aspetos que deve ser melhorado é a regulamentação, a par de um melhor entendimento sobre esta matéria.


"É importante formar as nossas equipas, no sentido de terem melhor conhecimento e compreensão maior sobre como identificar as fontes de financiamento do terrorismo e como tratar estas questões", declarou aos jornalistas.




Enquanto regulador do sistema financeiro, a CMC faz parte do sistema de avaliação e tem "responsabilidade acrescida no que respeita às entidades obedientes à sua supervisão", mantendo também a adopção de acções de obediência às recomendações.


"Temos verificado um esforço do executivo no sentido de atrair o investimento estrangeiro e entrar para esta lista cinzenta tornaria o processo ainda mais desafiador", sublinhou Ludmila Dange.


Angola, actualmente em fase de avaliação, tem até Junho do próximo ano para evitar integrar novamente a chamada "lista cinzenta" do GAFI que integra países não cooperantes em matéria de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, como aconteceu em 2010.


Das 40 recomendações do GAFI, Angola está apostada em "ter a melhor avaliação possível", mas existem prioridades definidas.


"Nós temos de ser estratégicos, temos um ano e acreditamos que é a nossa estratégia de atuação e especificamente que é o apoio que recebemos de instituições que já aguardamos em situação semelhante à nossa, como, por exemplo, as Ilhas Maurícias, o que temos de fazer é atacar as recomendações que são fundamentais", afirmou a administradora da CMC.


Para tal, o executivo angolano vai dar prioridade no seu plano de acção nacional a seis recomendações no campo do branqueamento de capitais e dois no âmbito do financiamento ao terrorismo, num "trabalho conjunto" que abrange desde o sector financeiro aos órgãos de aplicação das leis.


"Ainda que o setor financeiro esteja bem, se qualquer outro setor não estiver em condições vamos para a lista cinzenta e é o que queremos evitar", prosseguiu a responsável.


Ludmila Dange vincou que as recomendações também têm impacto na legislação já que se está em fase de aperfeiçoamento da Lei de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais, Financiamento do Terrorismo e da Proliferação de Armas de Destruição em Massa (Lei 5/20).


O GAFI é uma entidade que elabora políticas de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo e das prioridades das armas de destruição em massa, procurando efetivar reformas legislativas e regulatórias nessas áreas.


Para cumprir os seus objectivos, o GAFI publicou 40 recomendações e periodicamente, avaliando os países membros para verificar a implementação das medidas sugeridas.

Kwanza será usado na África do Sul e na Namíbia a partir de setembro

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 O Banco Nacional de Angola tem. neste momento, equipas em fase muito adiantada de acertos para implementar, até finais de Setembro, o acordo que vai tornar o Kwanza aceite nos sistemas de pagamentos da África do Sul e da Namíbia.




A informação foi prestada, quinta-feira, em Luanda, pelo vice-governador do BNA, Pedro Castro e Silva, no encerramento da apresentação do estudo "Banca em Análise 2023” da consultora Deloitte.


Pedro Castro e Silva disse mesmo que, até às finais do 3º trimestre, a moeda angolana deverá ser colocada no sistema de pagamentos da SADC, fruto do acordo pelos bancos centrais da região.


Esta medida visa descontinuar os correspondentes bancários do processo, pois tal obriga a que os cidadãos angolanos, através do sistema bancário tenham de obter divisas para suportar despesas em deslocações em ambos os mercados. O mesmo acontece com aqueles dois países no caso de realização de quaisquer operações com Angola.


“Sempre que temos de importar, inclusive a partir de países da SADC, esse processo de importação é pago em dólares, através de bancos correspondentes sedeados em Nova Ioque, e isso aumenta o custo da transação.


Assim, vai-se permitir que quem quiser comprar na região possa usar a respectiva moeda nacional mesmo em outro país.


O vice do BNA disse ainda que os acordos prevêem também a interligação dos sistemas de transferências instantâneas.


“Vamos colocar o Kwanza no sistema de pagamentos da SADC, na perspetiva de poupar custos e não passar por correspondentes em dólares e, desta forma, contribuir para o aumento das trocas comeciais ao nível da região Austral”, afirmou.


De acordo com o bancário, o BNA mantém-se focado na estabilidade financeira do mercado e isso implica também o acompanhamento à saúde financeira dos bancos, para que estes possam continuar a prestar serviços à sociedade.

terça-feira, 18 de julho de 2023

FILDA arranca hoje com mais de 1.300 expositores

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 A 38ª edição da FILDA – Feira Internacional de Luanda - começa hoje, dia 18 e vai durar até sábado.

 O evento, que será realizado mais uma vez na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, numa área de exposição de 28 mil metros quadrados , sob o lema " Economia digital, A nova fronteira da Economia Mundial", tem  confirmada a  participação activa de 13  países e 16 províncias angolanas.

Nos bastidores nota-se que a escolha do tema da exposição está associada ao poder da  política da diversificação da economia  que o Executivo está  focado.

Nos desenhos dos pavilhões, os destaques são concedidos aos produtos mais exportáveis de cada um dos países. Dos sectores  da comunicação de Portugal às tecnologias alemãs, a FILDA - 2023 vai tornar-se num evento no qual mil 307 empresas ( o dobro das 624 do ano transacto), das quais 139 estrangeiras vão tentar mostrar o seu potencial de internacionalização multissectorial. Sexta e sábado serão  os dias de maior número de visitantes na exposição, segundo a organização

No entanto, os primeiros  também atrairão uma grande quantidade de visitantes.

Ao longo de cinco dias,  como tem vindo a ser tradição há mais de três décadas, realizaram-se fervorosos debates sobre assuntos da actualidade.

Um dos pontos altos deverá ser o debate sobre os "30  Anos de Diplomacia  entre Angola e Estados Unidos da Américas”.

De realçar que a  participação activa do E.U.A  é sem sombra de dúvida a grande novidade, 

Outra novidade é o regresso do Brasil que embora não oficial, estará representada  pelas Associação dos Empresários Brasileiros em Angola, em conjunto com a sua Embaixada. O Brasil não participa na FILDA activamente desde 2019, por causa da Covid-19.

A FILDA direccionou-se também para o público-geral, apresentando uma diversificada componente lúdica, com espetáculos de artistas nacionais.



38ª edição da Feira de Luanda "Perspectivamos recordesna realização de negócios”

Bruno Albernaz, presidente do Grupo Arena, responsável pela organização da FILDA não tem dúvidas  que  a 38ª edição "vai ultrapassar todas as expectativas”.
E lamenta o facto de mais de 100 empresas terem ficado de fora


Já se sabe que as inscrições estão fechadas. As expectativas foram superadas?

Em primeiro lugar, estamos tristes pelo facto de não podermos albergar todas as empresas com a intenção de participar da exposição. Agora, respondendo à sua pergunta, esta  edição  superou as expectativas, mas o espaço está no seu limite. Pedimos às empresas que na próxima edição façam as  inscrições  com antecedência de formas a permitir que a organização crie outras estruturas para albergar o  maior número de empresas.

 
Pela primeira vez, a área da exposição está lotada, o que isso significa?

Significa sucesso, reconhecimento e creditação aos esforços do trabalho que realizamos.
Mais de 40 empresas ficaram de fora, segundo a imprensa.
Estamos com mais de mil 202 participações directas e endireitas. Até à presente data,  a contabilidade diz-nos  que  mais de 100 empresas ficaram de fora.

Quanto às empresas que ficaram de fora?

Ficaram  de fora empresas nacionais e estrangeiras.

Qual é a dimensão do espaço da  Feira deste ano?

Cerca de  28 mil metros quadrados de áreas cobertas. O pavilhão nº 1 tem 26 mil metros quadrados, enquanto o dói  conta com dois mil metros quadrados.
Já a área exterior da feira conta com um espaço de quatro mil metros quadrados e cinco mil metros do sector da Restauração, incluindo parques de estacionamentos, tendas de cerimónias, três salas de conferências. O presente ano superou o anterior. Em 2022, tivemos uma participação de 635, este ano temos o dobro .

 
O espaço começa a ficar pequeno, é isso?

É nossa percepção que os números vão continuar a crescer. Por esta razão, pretendemos  alargar o espaço, com a implementação de novos pavilhões. Dito de outra forma:  vamos continuar a investir de formas a melhorar cada vez mais  as expectativas dos  expositores e dos visitantes.

 
E o volume de  negócios para este ano?

(Risos). Perspectivamos obter números positivos de realizações de negócios. Aliás, já  há empresas a prestar serviços a  outras, nomeadamente na  construção e no apetrechamento dos stands, que gera, sem dúvidas,  uma economia directa transversal .

Mas,  melhor é  mesmo   aguardarmos pelo final do evento. Nesta altura,  podemos demonstrar a dinâmica dos números. É nossa intenção fazer com que a geração de negócios seja efectiva,  de formas a aumentar a receita aos cofres do Estado, a riqueza e melhoria das  condições  de vida da população.



Vai ser um ano de recordes?

Para este ano,  aumentamos a participação e fizemos um recorde na promoção do evento, pelo facto  de perspectivamos fazer um recorde no número de realização de negócios.

E quanto aos empregos temporários?

Já criamos cerca de 200 empregos temporários. Empregos de forma directa enquanto organização. Damos oportunidades aos jovens que queiram participar do evento onde estão as maiores empresas nacionais, prevendo que com as suas habilidades alcancem  os seus objectivos,

Devo referir que existe uma grande procura por parte dos expositores.

De notar que, para a exposição da feira, há uma preparação de 30 dias. O acto  tem a efectividade de cinco dias, mais a montagem e desmontagem dos stands. Por esta razão, os  empregos temporários não faltam. Aos funcionários pagamos cinco mil kwanzas por dia, com direito a três refeições.


Osvaldo Cruz Economista
FILDA – Motor de Negócio  em Angola

Em tempos de incerteza económica, a realização da Feira Internacional de Luanda – FILDA vem amenizar e trazer algum alívio e esperança às empresas, uma vez que este espaço  dá a possibilidade de interacção directa entre os agentes económicos, sendo que, actualmente, a FILDA é considerada a maior bolsa de negócios de Angola, sendo de igual modo considerada como uma importante fonte de rendimento e geração de emprego para a economia.

A feira é um espaço de intermediação, é um lugar onde os empresários dos mais diversos sectores e dimensão da economia nacional e internacional mostram os seus produtos e procuram o reforço de parcerias bem como a promoção e exposição dos seus negócios. É uma importante montra de apresentação da empresa para parceiros nacionais e internacionais.

Para tal, e face ao actual cenário económico que o país atravessa é fundamental a dinamização e participação de outros sectores da economia. Pelos números actuais são os sectores da Banca e dos Petróleos que normalmente apresentam maior representatividade neste tipo de eventos.

Ao nosso entender e numa altura em que foram apresentadas novas medidas de alívio económico e incentivo ao aumento do potencial produtivo da economia nacional por via da maior participação do sector Empresarial, as empresas do sector da Indústria, Agricultura, Pescas, Comércio entre outras devem de forma esponencial cultivar dinâmicas de apresentação dos seus produtos para assim captarem novos clientes de mercados nacionais e internacionais, uma vez que, farão parte desta feira expositores de Portugal como é tradicional, Brasil, Estados Unidos da América e outros. Neste quesito, consideramos que estão criadas as condições de realização de negócio capaz de impulsionar o crescimento económico.



Luís Chimina Economista
Conhecer novas modas em diferentes áreas da indústria

Todo o mundo quer  uma Angola aberta, exportadora, ousada, justa e confiável. Não será fácil, é certo. Temos de continuar a lutar contra a resignação e o populismo.

Temos de assumir as nossas responsabilidades. A nossa primeira responsabilidade é para com aqueles que se encontram no desemprego.

É certo que a criatividade, a inovação, o empreendedorismo e a eficiência económica dependerão muito da atitude dos nossos jovens, da sua qualificação e preparação para a vida e para o trabalho. Mas, é nossa obrigação dinamizar, estimular e incentivar esta geração de jovens. Representam o nosso maior activo.

Actividades como a FILDA deste ano precisam-se. Com mais de mil expositores, provenientes de mais de 100 países. Este tipo de eventos são dos mais importantes para os empresários estabelecerem redes de contactos, e são também os locais exactos para se poder mexer ou demonstrar novos produtos.

Uma das razões para que as feiras de negócios sejam tão populares mundialmente e sejam um dos principais pontos geradores de negócios advém do facto de ali se poder conhecer novas modas em diferentes áreas da indústria.

Mas atenção. Os  investimentos externos precisam de um bom ambiente de negócios. Os empreendedores que transformam a economia, sejam domésticos ou externos, precisam de acesso ao capital e a bens para que a economia cresça e para que a actividade se diversifique, mudando o paradigma da dependência do petróleo.

A diversificação da economia angolana além do petróleo, o reforço da produção nacional com imposição de limitações às importações e a reforma tributária em curso são medidas apontadas pelo Executivo para aumentar as receitas não petrolíferas, que  venham mais de  38 fildas.





Paulo Santos Economista

Oportunidade de socialização do certame

A Feira Internacional de Luanda (FILDA) de hoje resulta das várias transformações de conteúdo, objectivos e espaço cénico desde a sua fundação na era colonial, adaptando-se à evolução tecnológica que o mundo assiste e em linha com as políticas gizadas pelo executivo angolano.

1. O facto de ser o maior espaço de promoção de negócios em Angola, constitui um dos aspectos mais forte da FILDA, durante a qual o público e os negociantes podem contactar directamente as empresas expositoras, apresentar os seus produtos, propor negócios e negociar preços para o fornecimento de bens ou serviços, com entrega imediata dos produtos expostos no local.

2. Este evento económico atrai várias pessoas nacionais e estrangeiras, que criam oportunidades de negócios e empregos, o que vem substanciar os propósitos do executivo em aumentar a oferta de diversos bens e serviços dentro do país a preços competitivos, criando empregos eventuais ou duradouros.

3. A FILDA  seria mais enriquecida se incluísse um pouco mais do segmento das artes lúdicas e entretenimento. A presença de espaços para dança, salas de cinema e teatro, livrarias e espaços de leitura, atrairia incluindo crianças que obteriam dali iniciações de economia e negócios, que muito se procura incutir nas pessoas como garantia de sucesso de projectos futuros.

4. Outrossim, a FILDA precisa encontrar um espaço de exposição que permita maior acesso ao público não filiado às empresas participantes. Se é certo que se trata de um espaço para promoção de oportunidades de negócios, muitos dos interessados são pessoas com parcos recursos a procura de produtos e oportunidade de negócios, que poderiam inclusive ter ingressos abertos, sob risco de tornar-se num evento pouco social.


José Severino Presidente da AIA
Porta para a África - Janela para o Mundo”

FILDA – Feira Internacional de Luanda, iniciada pela AIA (Associação Industrial de Angola) há já 50 anos. Saudamos o MEP- Ministério da Economia e Planeamento e a "Arena Eventos” pela 38ª edição.

Há uma boa organização em comunicação, geometria de distribuição, apoio ao expositor, protocolo, segurança, restauração, cor, higiene e qualidade de stands, marcas notáveis. E ainda mais desafios em telecomunicações, "multicaixas”, bilheteria, avisos públicos, entre outros.

Se bem apoiada, a FILDA pode caminhar para "a chapa 2000 expositores” e ser a segunda  Feira Internacional de África.

Esperamos que está edição seja o um instrumento de transformação, cooperação e porta de entrada para quem deseja, além de fazer negócios, parcerias profissionais, intercâmbio estudantil e networking. O evento reúne empresas, investidores e profissionais de vários sectores para discutir empreendedorismo, tecnologia e economia.

Angola tem potencial para se beneficiar dessa oportunidade, proporcionando aos participantes a chance de ampliar seus negócios, alavancar suas capacidades produtivas e ainda promover inovações e parcerias de longo prazo.

Uma das principais vantagens é a oportunidade de mostrar ao mundo o que este país tem a oferecer em termos de produtos e serviços.

Entretanto, na defesa do "interesse nacional” e como criadora e promotora da internacionalização, a AIA solidária de sempre,  continua a sugerir a reposição do slogan "FILDA -Porta para a África- Janela para o Mundo”.

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