O Banco Nacional de Angola tem. neste momento, equipas em fase muito adiantada de acertos para implementar, até finais de Setembro, o acordo que vai tornar o Kwanza aceite nos sistemas de pagamentos da África do Sul e da Namíbia.
A informação foi prestada, quinta-feira, em Luanda, pelo vice-governador do BNA, Pedro Castro e Silva, no encerramento da apresentação do estudo "Banca em Análise 2023” da consultora Deloitte.
Pedro Castro e Silva disse mesmo que, até às finais do 3º trimestre, a moeda angolana deverá ser colocada no sistema de pagamentos da SADC, fruto do acordo pelos bancos centrais da região.
Esta medida visa descontinuar os correspondentes bancários do processo, pois tal obriga a que os cidadãos angolanos, através do sistema bancário tenham de obter divisas para suportar despesas em deslocações em ambos os mercados. O mesmo acontece com aqueles dois países no caso de realização de quaisquer operações com Angola.
“Sempre que temos de importar, inclusive a partir de países da SADC, esse processo de importação é pago em dólares, através de bancos correspondentes sedeados em Nova Ioque, e isso aumenta o custo da transação.
Assim, vai-se permitir que quem quiser comprar na região possa usar a respectiva moeda nacional mesmo em outro país.
O vice do BNA disse ainda que os acordos prevêem também a interligação dos sistemas de transferências instantâneas.
“Vamos colocar o Kwanza no sistema de pagamentos da SADC, na perspetiva de poupar custos e não passar por correspondentes em dólares e, desta forma, contribuir para o aumento das trocas comeciais ao nível da região Austral”, afirmou.
De acordo com o bancário, o BNA mantém-se focado na estabilidade financeira do mercado e isso implica também o acompanhamento à saúde financeira dos bancos, para que estes possam continuar a prestar serviços à sociedade.

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