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sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Adalberto, Chivukuvuku e Filomeno em via de divórcio

 Possível fim da Frente Patriótica Unida (FPU).



Há muito que o BD tem defendido a necessidade de ir "a solo" às eleições de 2027, caso a FPU não seja transformada em coligação. A pretensão do partido, agora assumida pelo seu presidente, Filomeno Vieira Lopes, resulta do facto de a lei determinar a extinção das organizações que não participam em dois pleitos eleitorais. Da parte da UNITA, o seu porta-voz, Marcial Dachala, refere que o seu partido ainda não abandonou o assunto e sugere um «diálogo bem seguido» sobre a matéria. Xavier Jaime, do PRA-JA, chamou a atenção sobre o que significa a FPU para a sociedade.

O presidente do Bloco Democrático (BD), Filomeno Vieira Lopes, pondera retirar o partido da plataforma Frente Patriótica Unida (FPU), capitaneada pela UNITA, caso o organismo político, que congrega também o PRA-JA de Abel Chivukuvuku, não evolua para uma coligação eleitoral formalizada pelo Tribunal Constitucional (TC), às eleições constitucionalmente previstas para até 2027.

"O Bloco Democrático concorrerá de forma académica [nas eleições de 2027], caso a Frente Patriótica Unida não venha a ser formalmente registado [como coligação]", disse o economista Filomeno Vieira Lopes, presidente do referido partido, à margem da Gala de Premiação de Figuras do Ano de 2022, realizada, na sexta-feira, 28 de Julho, por este semanário.

Esta não é a primeira vez que um membro do BD deixa claro ser contraproducente para o partido a continuidade integral na plataforma FPU, caso se mantenha a sua informalidade. Entretanto, é a primeira vez que o assunto é público e tão diretamente pelo presidente da organização.

Filomeno Vieira Lopes justificou a posição com o facto de a Lei dos Partidos Políticos, Lei n.º 22/10, de 3 de Dezembro, determinar a extinção de organizações políticas que não concorreram em duas eleições consecutivas, e o BD não participou formalmente nas eleições de 2022, dado que concorreu acoplado à UNITA, que foi o rosto formal da FPU.

"Um partido não pode deixar de concorrer duas vezes, pois seria extinto. Significa que o BD, como já deixou de concorrer uma vez porque os seus membros se integraram de forma individual na lista da UNITA, não podem voltar a fazê-lo. Assim só pode concorrer no seio duma coligação registada no Tribunal Constitucional (no caso preferencial da FPU) ou automaticamente", decidiuu.

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